A Sociedade da Informação e sua gênese

Image“… a importância da informação naquilo que se tornou quase uma tríade sagrada – informação, educação e entretenimento – foi completamente reconhecida, muito antes da popularização dos termos ‘sociedade da informação’ e ‘tecnologia da informação’, durante as décadas de 1970 e 1980.” (BRIGGS; BURKE, 2004)
Como afirmam Asa Briggs e Peter Burke na frase destacada acima, há uma “tríade sagrada” formada pela conjunção das forças e ferramentas da educação, do entretenimento e da informação. Atrevo-me a sugerir a adição da “cultura” a esta tríade, a formar um quarteto, como os “três mosqueteiros” de Dumas que na realidade se tornaram quatro com a entrada de D’Artagnan.
Briggs e Burke vão além e nos dizem ainda que essa tríade (ou quarteto, como a ela me refiro) é anterior no tempo aos conceitos criados muito recentemente pelos pesquisadores e que atendem pelos nomes de “sociedade da informação” e “tecnologia da informação”. Os elementos da tríade/quarteto são tão antigos quanto a própria humanidade, pareciam apenas dispersos, a habitar universos próprios, sem muitos pontos de encontro antes do advento da industrialização da Idade Contemporânea…
O que a sociedade capitalista industrializada do mundo contemporâneo fez foi juntar os elementos de forma a dar-lhes novas feições, traços e características e batizar novamente esses seus filhos adotivos com apenas um nome que os fizessem mais considerados e respeitados no mundo atual… Daí as terminologias “Sociedade” e “Tecnologia” da informação…
É claro que o avanço tecnológico proporcionado pela ciência colaborou com o surgimento dessa nova nomenclatura a partir da cessão dos instrumentos que deram a informação todo o seu aspecto hermético de modernidade e de suntuosidade. Mas há uma distância entre informação e conhecimento que não parecemos conhecer, reconhecer ou compreender…
E é justamente nesse ponto que reside ou deve residir o compromisso dos profissionais da educação, daqueles que realmente se consideram educadores (e não apenas professores ou “dadores” de aula, como sempre destaca o mestre Rubem Alves), ou seja, o de tornar a tecnologia da informação acessível e, mais importante, conceder os elementos que permitam a seus alunos a decodificação e o entendimento da Sociedade da Informação afim de que os dados obtidos deixem de ser apenas informações e se tornem conhecimento…
Por João Luís de Almeida Machado

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