Fim das eleições: Mais do mesmo agora num país dividido

luto

Gostaria, como fiz nas últimas 3 eleições, de parabenizar os vencedores no pleito presidencial mesmo tendo sido vitoriosos aqueles nos quais não votei.

Desta vez, no entanto, apesar de torcer e trabalhar firmemente pelo nosso país, me sinto incapaz de assim fazê-lo, ou seja de desejar sucesso e boa sorte a “presidenta” eleita.

O Brasil de hoje, dividido ao meio, em que mais de 30 milhões de eleitores se abstiveram e que teve 48,3% de votos para o candidato da oposição, controlado há 12 anos pelo mesmo partido político, passa por crise institucional, política, econômica e é assolado por fantasmas como a inflação e a evasão de investimentos.

Os estados com maior nível de escolarização votaram contra a atual administração. Em São Paulo, aproximadamente 2/3 dos paulistas rejeitaram o governo Dilma.

Empresários brasileiros falam abertamente em tirar seus negócios do país, afinal compõem a maldita “elite” conforme apregoado na campanha eleitoral pela vitoriosa candidata da situação e por seu principal cabo eleitoral, o ex-presidente Lula.

Alberto Yousseff, preso em Curitiba, foi internado no sábado e rumores de que havia sido envenenado tomaram conta da internet. Houve até que anunciou sua morte. O que se sabe, ao certo, é que como Celso Daniel ou Toninho, ex-prefeitos petistas de Santo André e Campinas, pode a qualquer momento acontecer algo com ele e vir a virar a página. Este será mais um caso sem solução, no qual aos delatados nada irá acontecer…

Os gastos excessivos na refinaria da Petrobras em Pernambuco não serão auditados e ninguém será punido, apesar de ter custado quase 3 vezes mais que o previsto (orçada inicialmente em 8 bilhões, já virou obra de 20 bilhões de reais).

O bolsa-família continuará sendo o principal cabo eleitoral do partido que comanda a nação. Não irá fazer com que os beneficiados aprendam a pescar, continuará dando o peixe, pois assim se garantem os votos para 2018, quando Lula irá novamente se candidatar e, provavelmente será eleito.

O controle sobre a mídia, já aventado no atual governo e na administração anterior, continuará sendo almejado e poderá ser aprovado se a oposição não se unir contra tal atentado ao direito de imprensa. Neste caso, órgãos noticiosos que são contrários ao PT, como a Veja ou o Estadão, entre outros, serão alvejados e talvez até fechados, como pretende a “presidenta” da Argentina, Cristina Kirchner, com o Clarín, ou como assim agiram Chavez e Maduro na Venezuela.

O Brasil é um só, mas o recado das urnas vindo dos estados do Sul, de SP e ES, além de GO, MT, MS, RR, RO, AC e DF foi muito claro: Não há mais espaço para corrupção, uso da máquina pública em favor de programas de poder de partidos e seus líderes, economia sem infraestrutura, segurança pública ineficiente, educação de baixa qualidade, sistema de saúde pública na UTI, impostos altos…

Reformas urgentes devem estar no calendário político desde já, como a tributária, a fiscal, a política e a jurídica.

Emparceiramento com nações que podem ajudar o Brasil a crescer, como os países europeus, os EUA, o Canadá, o Japão, a China, a Índia, a Austrália, entre outros, deve ser prioridade.

É o mínimo que se espera para os próximos anos, tenho grandes dúvidas se teremos isso ou a continuidade daquilo que está colocando o país num buraco cada vez mais fundo, sem investimentos em infraestrutura, com cabides de empregos nos órgãos públicos, favorecimento da máquina partidária do atual partido no comando da nação, clientelismo, coronelismo em uma nova versão…

De qualquer modo, o que se espera é que a oposição seja muito firme e alerta em seus propósitos e ações para coibir desmandos e que Deus ilumine o povo brasileiro em sua luta por um país melhor, torcendo para que, quem sabe, alguma luz divina ilumine os governantes e os faça trabalhar não mais por si, por seus projetos de poder, por um partido e sua militância, somente por alguns setores ou estados (aqueles nos quais seus mandatários são “companheiros”) e que prevaleça o bom senso em torno de um projeto para o país, para todos os brasileiros, sem o ódio ou rancores contra quem não acredita ou avaliza esta liderança.

Por João Luís de Almeida Machado

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