Um país sem jovens lideranças

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A morte prematura do candidato a presidência da república, Eduardo Campos, do PSB, segundo vários analistas políticos demonstra como o Brasil é hoje um país sem perspectivas quanto a jovens lideranças que poderiam assumir o comando político da nação.

Temos políticos jovens. A questão não é essa. O que se coloca é que entre os novos quadros faltam líderes, legítimos, respeitados por suas ideias e história, capazes de mobilizar as pessoas, cativantes e emblemáticos, carismáticos e verdadeiros.

Não buscamos populistas. Estes há aos montes e não resolvem a situação, como bem sabemos.

Não queremos novos caudilhos, a iludir e enganar a população com suas falsas promessas.

Não desejamos falsos líderes a professar belos discursos para o povo e nos bastidores negociar benefícios para particulares e corporações.

Falta-nos clareza quanto ao projeto de país que partidos, políticos e instituições desejam. Prevalecem os interesses de grupos e não o que deve privilegiar a sociedade como um todo.

Paga-se caro para viver no Brasil. Ganha-se pouco. Trocam-se votos por favores. Se oferecem computadores nas escolas e continuamos com altos índices de analfabetismo. A violência aumenta, os criminosos tomam conta de bairros inteiros, a polícia não consegue combater e, em alguns casos há conivência ou os próprios agentes da lei são os infratores. Nos hospitais faltam médicos e remédios. Para trafegar entre as cidades pagamos pedágios e continuamos sofrendo com a qualidade da pavimentação…

Não há projetos. Há partidos que querem o poder sem que assumam real compromisso de melhorar de fato a qualidade de vida no país. E nestes arremedos de representação partidária abundam os parasitas enquanto os líderes, experientes ou jovens, se corrompem e não abraçam as causas de real interesse da nação.

Ética é uma palavra apenas e dela se faz troça nos corredores do Congresso ou nas salas daqueles que comandam o Executivo. Todos de algum modo tem “rabo preso” e por isso ou silenciam ou jogam de acordo com as regras do jogo escuso que se pratica em Brasília e nos quatro cantos do país.

Eduardo se foi. Seria ele o próximo presidente ou aquele que iria de fato mudar a nossa história? Não há como responder tendo em vista sua morte precoce e trágica.

Mais que nomes, sejam eles jovens ou não, o que se espera é que acima de tudo prevaleça o Brasil, seu povo, suas necessidades, a ética, a cidadania e que se estabeleçam projetos para um futuro mais digno, justo e próspero para o cidadão brasileiro.

Chega de ser o país do futuro que não acontece nunca. Chega de ser pátria sem lei na qual quem paga o pato é somente o cidadão. Abaixo a impunidade e a corrupção, sementes maiores do mal que assola o Brasil.

Termino com a última frase de Eduardo Campos em sua derradeira entrevista ao Jornal Nacional: “Não desistam do Brasil!”. Trabalhemos para que menos brasileiros queiram cruzar as fronteiras rumo a outros países em que qualidade de vida não seja apenas discurso de falsos líderes em véspera de eleições.

Por João Luís de Almeida Machado

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