Liderança e Chefia: Lições de Jack Welch

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“Primeiro é preciso saber saborear o sucesso. E não falo só de celebrar cada conquista. É importante entender o que cada uma destas conquistas representa, identificar as lições que têm a ensinar. Mas, para ser um verdadeiro líder, generosidade de espírito é fundamental. Um CEO (Diretor Executivo, cargo mais alto em grandes empresas) tem de dar espaço para sua equipe brilhar. Sua capacidade de ouvir será determinante para o seu sucesso e para o crescimento das pessoas sob sua gestão. Quanto mais ele for movido pelo prazer de promover gente, de ver sua equipe crescer e se desenvolver, melhor líder ele será.” (Jack Welch, ex-CEO da General Eletric, em palestra para estudantes no início de 2009)

Quantas lições podem ser encontradas na fala de Jack Welch? Várias e, das mesmas, são possíveis diversas interpretações ou leituras. Pode-se começar, inclusive, da primeira linha, quando se fala em “saber saborear o sucesso”. Em tempos como os atuais, em que tudo é tão efêmero quanto à luz em sua velocíssima trajetória quando a acionamos ou a desligamos, precisamos mesmo aprender a “saborear” não apenas o sucesso, mas a vida…

Ganhamos hoje e, amanhã, este triunfo já é passado remoto, distante, que não pode mais ser lembrado ou apreciado, já é tempo de “matar outro leão”… E não se trata apenas de degustar conquistas, também as derrotas e os desprazeres da vida, que carecem e clamam por algum tempo de maturação tem que ser imediatamente absorvidos e aos nossos organismos (corpo, mente e alma), cabe compreender e assimilar tais golpes dentro de um limite de tempo muito restrito…

Não há tempo a perder. Tempo é dinheiro. A dinâmica do sistema a todos oprime e, mesmo assim, continuamos inclementes com nós mesmos… O que restará de lembrança para o futuro? As horas e horas gastas no trabalho? O caos dos congestionamentos? O peso dos ponteiros dos relógios a nos esmagar e dizer a todo instante que estamos atrasados? E é neste ponto que entramos numa segunda e também relevante ponderação de Jack Welch…

Quando o celebrado executivo fala sobre o que representam as conquistas por nós alcançadas em nossas vidas profissionais ou mesmo pessoais… Quantos de nós realmente já pensamos sobre o assunto? O que significou para você ou para mim o fechamento de um contrato, a vitória de nosso time num campeonato, a publicação de um livro, a defesa de uma tese…

O que havia no final, quando cruzamos a linha de chegada e atingimos estes ou outros objetivos? Que significado real tiveram para nós? Ou será que foram mais significativos para outras pessoas, talvez para nossos chefes, familiares, amigos ou mesmo para o conjunto da sociedade? Para onde estamos indo? O que significa cada passo que estamos dando? Será que estamos apenas andando a esmo, sem rumo ou destino certo? Se dê o direito de perguntar e de buscar sua felicidade, é o mínimo que devemos fazer por nós mesmos…

Outra pérola a destacar na fala de Welch refere-se à questão do líder e da necessidade de ele se revelar generoso e agir não apenas em benefício de seu próprio sucesso e autopromoção. É, pelo menos para mim, difícil entender a própria figura do líder, se a referida pessoa não for capaz de partilhar as responsabilidades, atribuir ações e compromissos a sua equipe e, ao mesmo tempo, revelar-se capaz de dar a todos a possibilidade de crescer, de também se projetar, de alçar voos, mesmo que isto represente, em alguns casos, a partida destes comandados para outras empreitadas…

Ter prazer em promover pessoas, em dar espaço e vazão a talentos, esta é, certamente, a grande conquista de qualquer líder, seja ele um executivo ou um professor. Para tanto, como também destaca Welch, ser capaz de ouvir e, aproveito para expandir o conceito, perceber com a força de todos os sentidos, àquilo que os outros têm a dizer é uma virtude importantíssima para os líderes e para qualquer pessoa. Falamos demais, ouvimos de menos, escutamos menos ainda com os nossos corações. Está na hora de apurar os sentidos, de abrir os braços e abraçar alguém, de incentivar e promover não somente a si próprio, mas a todos que caminham a seu lado…

Por João Luís de Almeida Machado

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