Amor próprio

ImageA princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor… não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. (Felicidade Realista, de Mário Quintana)
 
 
E você? Também deseja todo o amor das novelas e filmes? E por conta disso deixa de viver todo o amor que de fato lhe é dado por idealizar o que poderia ser…
 
A saúde vai bem? Ou seu sonho é também aquele do corpo sarado, escultural, perfeito como aqueles dos modelos da televisão? 
 
Vive bem com o que tem ou briga consigo mesmo porque não conseguiu comprar o carro, o computador, as roupas, a viagem e tudo o mais que fazem acreditar que precisa?
 
Você está bem consigo mesmo ou precisa ser como alguma outra pessoa, daquelas idealizadas pela mídia e vendidas como perfeitas para todos os reles mortais que a tudo acompanham pela TV, internet e todos os demais veículos de comunicação.
 
Quero ser alguém e não quero ser ninguém. Abdico de quem sou por aquilo que querem que eu seja. 
 
Assumo o que sou ou abro mão em favor de máscaras que me vendem como as maravilhas do mundo moderno?
 
Se não amo quem sou como posso amar ao próximo? Se não gosto de mim, de meu corpo, do que faço, do que tenho… Que vida é essa que estou vivendo? Não estou de fato vivendo, apenas sobrevivendo…
 
Comprar os sonhos alheios ou viver os próprios sonhos? Há dúvidas quanto a isso para você ou é melhor nem pensar nisso e deixar que tudo simplesmente aconteça?
 
Se você chegou a estas linhas, creia-me, você pode ser você, ser autêntico e feliz, com o seu corpo, sua conta bancária e o amor que lhe dedicam. 
 
E como ainda nos ensina Mário Quintana, no final das contas, “Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”.
 
Por João Luís de Almeida Machado

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