As Redes Sociais e nossos filhos: O que fazer?

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Antes de qualquer reflexão ou orientação sobre o tema, é preciso que analisemos alguns dados relativos a rede mundial de computadores, a internet. Trago logo abaixo algumas informações para esta apreciação do quadro no momento:

– 2,4 bilhões de pessoas estão online.

– Brasil é o 6º país no ranking mundial de horas de uso das redes sociais.

– A média de horas mensais de navegação no Facebook é de 15 h e 33 min.

– O Twitter já tem mais de 288 milhões de usuários em todo o mundo.

– O Facebook atingiu um total de mais de 1 bilhão de usuários em 2012.

– Há cerca de 200 milhões de blogs no mundo.

– O Skype possui cerca de 280 milhões de usuários em todo o mundo.

– O Linkedin, rede social profissional, já conta com a adesão de mais de 187 milhões de pessoas.

– São assistidos cerca de 4 bilhões de horas de vídeos por mês no YouTube (Dados de 2012).

– A idade mínima para utilizar o Facebook é 13 anos.

Tendo em vista estes dados muito expressivos, é conveniente também esclarecer o conceito de redes sociais:

As Redes Sociais são grupos de pessoas, unidas a partir de interesses comuns, existentes desde tempos imemoriais que de forma constante, programada ou não, realizam encontros nos quais relatam fatos e acontecimentos, trocam ideias, participam problemas, criam soluções e, principalmente, interagem, movidos sempre pelos pontos comuns que os unem.

Este conceito passa, com o advento das TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação) e do surgimento de plataformas como blogs, microblogs, comunidades on-line, comunicadores instantâneos, bancos de dados diversos (de vídeos, fotos) e outras funcionalidades, por uma revisão e necessária atualização.

Neste sentido, por exemplo, os grupamentos tornam-se livres das amarras do tempo e do espaço, como já mencionamos, podendo reunir pessoas que moram em diferentes espaços (próximos ou distantes) a qualquer momento.

Entre as redes sociais online mais conhecidas estão Facebook, Twitter, YouTube, Linkedin, Flickr, Orkut, MySpace, Skype e os blogs (cujos mais conhecidos e utilizados instrumentos de construção são o Blogger e o WordPress).

Como nossa preocupação neste texto é abordar a relação de crianças e adolescentes com as redes sociais, nunca é demais lembrar de alguns riscos relacionados ao uso da internet, como por exemplo:

– Ciberbullying – a agressão online, virtual, praticada para intimidar, diminuir ao agredido, trazendo consequências de fundo psicológico, emocional e mesmo física como continuação deste atentado online.

– Discriminação – infelizmente há grupos que discriminam, ofendem, atacam e atentam contra a diversidade e a tolerância através da web.

– Pedofilia – os pedófilos estão online a procura de oportunidades para chegar em crianças e adolescentes, as redes sociais estão sendo utilizadas como brechas para que estes contatos aconteçam, é preciso muito cuidado.

– Pornografia – os sites de sexo proliferam na internet e continuam sendo muito acessados. Já não ocupam o primeiro lugar nas buscas, foram substituídos pelas redes sociais, onde também, infelizmente, a pornografia tem se instalado.

– Sequestro – a polícia e os jornais têm noticiado que há sequestradores se especializando em acompanhar pela internet, em especial pelas redes sociais, dados e movimentação (vida social, profissional) das pessoas para conseguir sequestrá-las. Ficam sabendo onde vivem, estudam, trabalham, circulam, compram e até mesmo onde estarão em certos momentos. Conhecem as pessoas por fotos ou vídeos que elas mesmos postam na web.

– Violência – Há muitos vídeos na web que trazem cenas de violência explícita e acabam influenciando estas práticas, em especial entre os mais novos.

Mas, o que fazer?

Seguem 11 sugestões, surgidas a partir daquilo que defendem especialistas no segmento, para ajudar seus filhos a não correr riscos com as Redes Sociais:

1- Monitore o uso do computador e das redes sociais – Acompanhe os passos de seus filhos, saiba por onde andam navegando, com quem estão falando. Seus filhos são menores de idade e ainda precisam de orientação e proteção.

2- O computador deve ser mantido em local de circulação e uso coletivo de sua casa – Não deixe o computador no quarto de seu filho, ele pode estar navegando na web em horários nos quais vocês estão dormindo e sabe-se lá por onde passa e com quem conversa.

3- Controle a quantidade de horas de uso do computador por seu filho – O aconselhável é que eles não naveguem por mais de 2 horas diárias e que neste tempo sejam realizadas também pesquisas e atividades escolares.

4- Seja parceiro de seu filho nas redes sociais, ajudando-o a utilizá-las de forma sadia.

5- Oriente seu filho a utilizar as redes sociais sempre com restrição ou bloqueio de acesso [todas as redes sociais dão a oportunidade de restringir o papo às pessoas que você quiser, ou seja, dar acesso apenas a quem, de fato, é conhecido].

6- Estimule o uso educacional e cultural da internet.

7- Verifique o teor das páginas e jogos online usados por seu filho.

8- Oriente seu filho a não divulgar dados, imagens pessoais ou familiares na internet.

9- Oriente seu filho a não colocar fotos ou filmes de outras pessoas na web.

10- Smartphones e tablets não podem se tornar o centro da vida de crianças e adolescentes.

11- Ofereça atividades off-line como alternativas para diversão e estudo de seu filho, evitando dessa forma que a vida de seu dele fique apenas dentro de casa, entre o videogame, a televisão, o computador, o celular…

Por João Luís de Almeida Machado

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